sábado, 23 de julho de 2016

Mocidade Alegre: "A Vitória vem da Luta, a Luta vem da Força e a Força... Da União!"



Desenvolvimento do Enredo
Setor 1
Prenúncio de Vitória: a inspiração para a Glória e o Triunfo
Setor 2
Prenúncio de Luta: dos Deuses Guerreiros aos Gladiadores. Lutar é preciso! Desistir, Jamais!
Setor 3
Prenúncio de Força: o Poder de Transformar e se Transformar
Setor 4
Prenúncio de União: Um por Todos e Todos por Um! Não existe o “Eu”, mas sim o “Nós”.
Setor 5
Valeu, Comunidade! A Morada do Samba Está em Festa… Um Jubileu de Ouro e de Emoção!

SINOPSE DO ENREDO
E lá vem ela, pra deslumbrar a passarela em mais um cortejo triunfal! Sob a luz do carnaval, a Mocidade Alegre, mergulhada na emoção, através de seu Espírito de Sambista, volta aos primórdios da civilização e encontra-se com a deusa Vitória, protetora dos campeões.
Guiado pela Vitória, o Espírito vai conhecer os valores da luta de ontem e de hoje, não desistindo jamais. Aprenderá que, para ser forte, precisará de união. E verá que foi da união que se formou a minha, a sua, a nossa Mocidade Alegre!
Justamente no ano em que completa 50 anos de fundação como escola de samba, a Morada do Samba entrega a sua alma aos fundamentos apresentados pela deusa Vitória, que celebra esse Jubileu de Ouro com um importante ensinamento: “A Vitória Vem da Luta. A Luta Vem da Força. E a Força… Da União!”.
Vem ver… Vem viver esse momento lindo… A Mocidade Alegre, mais uma vez, está em festa!

Setor 1 – Prenúncio de Vitória: a inspiração para a Glória e o Triunfo
“E quando pisar no terreiro
Procure primeiro saber quem eu sou
Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”
(Trecho de “Moleque Atrevido”, de Jorge Aragão)
Na consagrada passarela do samba, o Espírito do Sambista é guiado pelos faunos e ninfas do destino. Eles o conduzem ao encontro daquela que o acompanharia nas muitas conquistas: Vitória, a pequena – mas poderosa – deusa alada, que se manifesta aos campeões, lhes coroando com os louros da glória e do triunfo.
No esplendor da Antiguidade, o Sambista percebe a alegria das grandes batalhas vencidas, onde os vitoriosos faziam seus cortejos triunfais, que consagravam os guerreiros como heróis.
Um prenúncio que trouxe ao Espírito a inspiração para a fundação de uma alegre escola de samba. Nela, os louros da glória e os ramos do triunfo seriam a coroação de uma comunidade abençoada. E os sambistas, teriam a alegria dos heróis consagrados nas conquistas vitoriosas de cada campeonato. A Vitória estaria fundamentada em nossa Morada, no topo de nossos troféus.
Mas, para se vencer e merecer o beijo da Vitória é preciso seduzi-la, conquistá-la!
A Vitória nunca vem fácil… E de onde vem a Vitória?

Setor 2 – Prenúncio de Luta: dos Deuses Guerreiros aos Gladiadores. Lutar é preciso! Desistir, Jamais!
“Sempre lutar pelas coisas que se acredita 
Mas tem que ser luta bonita 
De ideais comuns”
(Trecho de “Eterna Paz”, de Candeia)
A Vitória vem da Luta. Para conquistá-la é preciso lutar!
Para sacramentar a Luta, a deusa Vitória mostra ao Sambista a visão do mítico tempo dos deuses guerreiros. Ele vê que é diante das grandes batalhas que se desperta, em cada um de nós, a alma e o sangue de um verdadeiro guerreiro.
Será lutando, vestidos e armados com as armas dos combatentes protetores, que vivenciaremos a vida em grandes batalhas: pelos domínios, pela justiça, pela igualdade.
No grande Coliseu da Roma antiga, a luta será o entretenimento e atrairá a atenção do povo nos combates de gladiadores. O encanto pela competição fará da luta um esporte e consagrará os esforços dos guerreiros que lutarem o bom combate.
Na Luta pela Vitória, o Sambista também será o guerreiro lutador de uma grande comunidade.
Mas, pra lutar, é preciso ter algo…

Setor 3 – Prenúncio de Força: o Poder de Transformar e se Transformar
“Além dos pés e do chão, chega lá
O que a mão ainda não toca
Coração um dia alcança
Força da imaginação, vai lá…”
(Trecho de “Força da imaginação”, de Dona Ivone Lara)
É preciso ter Força. Só os fortes vencem!
E para fortalecer o Espírito do Sambista, a deusa Vitória chama a Força. É preciso que ela esteja presente na Luta. Mesmo nos momentos em que nos sentimos obrigados a carregar o mundo nas costas, tamanhos são os desafios, é a Força que nos dá a coragem para a batalha.
Neste prenúncio, de nada valem os músculos sem a força da determinação, do foco. Na força do pensamento, querer é poder.
A fé também é uma força gigantesca e transformadora, mas esta vem do coração. Só ela é capaz de nos levar às grandes superações.
Haverá vezes em que o Sambista só conhecerá sua verdadeira força diante do inesperado. Será a força do renascimento que o fará surgir das cinzas, vitorioso, como um pássaro de fogo. Fogo que está presente no Sol, a grande força que move a vida!
Na luta vitoriosa do Sambista, as muitas forças estarão presentes!
Mas, de onde virá essa força toda?

Setor 4 – Prenúncio de União: Um por Todos e Todos por Um! Não existe o “Eu”, mas sim o “Nós”.
“Traga o seu coração, sua presença de irmão
Nós precisamos de você nesse cordão
(…)
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã”
(Trecho de “O Homem Falou”, de Gonzaguinha)
É da União que se faz a Força! Só unidos somos fortes!
Neste prenúncio, a deusa Vitória leva o Sambista a olhar para a importância da união do grupo, do trabalho em equipe. Juntos, somos mais fortes para superar as adversidades, construir um bem comum e chegar ao sucesso.
É olhando para a natureza, para o exemplo dos animais, que surge em nós os valores da lealdade e da coletividade.
A União despertará a consciência de igualdade, e a celebre frase “um por todos e todos por um” fará jus aos nossos guerreiros heróis.
O Sambista sonhará com a união de todas as raças, a tão esperada Kizomba. O herói de Palmares, que uniu seu povo pela liberdade, deixará sua herança. E o sonho de Zumbi terá voz no quilombo do samba e na união de uma grande comunidade.
Com os prenúncios revelados pela deusa Vitória, é hora do Espírito do Sambista retornar ao seu tempo e cumprir sua missão…

Setor 5 – Valeu, Comunidade! A Morada do Samba está em Festa… Um Jubileu de Ouro e de Emoção!
“Tú és orgulho dos sambistas nessa jornada
Lugar aonde o samba fez a sua morada
Sempre hei de te amar
Deixa quem quiser falar”
(Trecho do Samba-Hino da Mocidade Alegre, de Didi do Cavaco)
E como um arauto, o Sambista cruza o portão do grande palácio do carnaval pedindo passagem para, agora, viver e reviver sua própria história: uma brincadeira de amigos se transforma no orgulho dos sambistas do Limão. E hoje a Mocidade Alegre está em festa!
Seus fundadores, um alegre grupo de foliões fantasiados de romanos, recebeu as bênçãos da própria Vitória! E se tornaram os mitos construtores de uma grande Morada.
Uma Escola de Samba no sentido literal da palavra. Pois nela, a comunidade é uma família, conduzida por sambistas que ela mesma criou e continua criando, geração a geração. Os sambistas são a família vitoriosa, lutadora, forte e unida que edifica o seu pavilhão.
Hoje reluz o Jubileu de Ouro dessa comunidade abençoada. Seus heróis imortais cumpriram seu destino. E o orgulho faz soltar do peito o grito: PARABÉNS À MINHA, A SUA, A NOSSA MOCIDADE ALEGRE!
Nesses cinquenta anos de história, os sambistas fortaleceram uma Escola que aprendeu com os prenúncios da própria deusa Vitória, o sentido de seu fundamento: “A VITÓRIA VEM DA LUTA. A LUTA VEM DA FORÇA. E A FORÇA… DA UNIÃO!”.
UM CINQUENTENÁRIO DE EMOÇÃO!
PARABÉNS, COMUNIDADE!

GLOSSÁRIO:
Jubileu – Aniversário solene comemorado a cada 25 anos. Sendo o primeiro, de prata (25 anos) e o segundo, de ouro (50 anos).
“Morada do Samba” ou “Morada” – Apelidos que foram dados ao G.R.C.E.S. Mocidade Alegre por sambistas.
“Escola do Limão” – Apelido que foi dado ao G.R.C.E.S. Mocidade Alegre por profissionais da imprensa.
Prenúncio – Anúncio de uma coisa que está por acontecer. É diferente de profecia. O prenúncio é a previsão de uma consequência.
Faunos – Divindades da mitologia romana que moravam nos campos e cuidavam do destino. Da cintura para baixo, eram cabritos; E da cintura para cima, eram homens.
Ninfas – Divindades da mitologia greco-romana que protegiam as artes.
Vitória – Deusa romana alada que escolhe quem será o campeão, ainda hoje representada no topo dos troféus.
Alada – Aquela que possui asas.
Triunfo – Recepção solene que os romanos ofereciam aos generais vitoriosos, na Antiguidade. Aclamação, ovação.
Glória – Honra, fama, renome que se alcança pelas virtudes, talentos, boas ações etc.
Coliseu – Grande anfiteatro construído no Império Romano para o povo assistir aos espetáculos de luta.
Mítico – Que se refere aos mitos.
Zumbi – Último Rei do Quilombo dos Palmares. Maior ícone da luta pela liberdade e igualdade racial no Brasil. Na data de sua morte – 20 de novembro – é comemorado o Dia da Consciência Negra.
Kizomba – Confraternização de raças, em kibundo (língua angolana).
Arauto – personagem dos antigos castelos e palácios que anunciava a chegada de visitas importantes.

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