sábado, 23 de julho de 2016

São Clemente: "Onisuáquimalipanse"


“Onisuáquimalipanse”
(Envergonhe-se quem pensar mal disso )


Era uma vez um principe que morava num pais distante. Quando ele era ainda jovem, o rei, seu pai, morre e ele é coroado rei.
O jovem rei viveu sua juventude com intensidade. Dançava todas as noites, montava a cavalo e organizava torneios, gostava de se mascarar no carnaval, saía de seu palácio para visitar as senhoras importantes do “grand- monde”.

Aprendeu a cantar, dançar e a tocar guitarra. Sua mais célebre participação foi em um balé intitulado “Balé da Noite” baseado num poema que dizia:
“No cume dos montes, começando a clarearem,
Já começo a me fazer admirar
Eu dou cor e forma aos objetos
E quem não quiser evitar minha luz,
Vai sentir meu calor….”
Ao final nosso rei representava o sol se levantando em meios às nuvens e tal foi o sucesso que ganhou o apelido de Rei Sol.
E como todo rei se casa com uma princesa, este nosso personagem não escapou a regra e se casou com uma princesa – Maria Teresa da Austria.

Para tomar conta dos seus tesouros, e dos tesouros do país, escolheu o advogado Nicolas Fouquet, que conseguiu sanar as finanças e organizar financeiramente o país. Foi nomeado superintendente das finanças do Rei, uma espécie de ministro.
Este senhor foi acumulando uma fortuna imensa tão grande quanto seu poder. Promovia as artes, no sentido mais nobre do termo, e vivia circundado de poetas, teatrólogos, pintores , músicos etc…para os quais pagava uma espécie de mesada.
Comprou muitos imóveis, mas gostava de um em particular, um palácio, situado não muito longe de Paris, que necessitava de reformas e cujo terreno era um tanto acanhado. Comprou as terras em torno da edificação e deu a missão de reforma-lo a alguns de seus amigos artistas com Lebrun, pintor, Levau , arquiteto e Le Notre, paisagista. Deu a estes artistas total liberdade de criação. O resultado foi surpreendente. O palácio ficou deslumbrante, com suas pinturas nas paredes, espelhos e madeiras douradas, um luxo fantástico. O jardim era tão grande que se perdia de vista. Era um verdadeiro assombro com suas alamedas geométricas, labirintos e gramados que faziam desenhos complexos, intercalados por lagos e espelhos de agua com chafarizes.
Tratou de preparar uma grande festa para o rei, que levou nada mais nada menos que 600 convidados. O cozinheiro de Fouquet era excepcional, chamava-se Vatel , não havia , no reino inteiro quem fizesse uma festa como ele. Porque ele cozinhava e inventava as decorações e efeitos para seduzir os convivas.

A recepção foi fantástica – Os chafarizes enfeitavam os jardins e refletiam os fogos de artifícios,Vatel preparou um bufê insuperável, a musica era da melhor qualidade e ainda puderam assistir a uma peça de Moliere. Nunca se viu tamanho esplendor – o Rei ficou absolutamente deslumbrado,e depois ….. muito furioso.
Mandou que o chefe da guarda real, d’Artagnant, prendesse o superintendente, por malversação do dinheiro publico, ou real, pois afinal como ele havia conseguido construir tamanha obra de arte…Fouquet conseguiu ainda avisar aos seus mais próximos, que destruíram os documentos mais comprometedores.
O Rei nomeou outro ministro, chamou os artistas que haviam trabalhado no Palacio de Fouquet e os incumbiu de construir uma palácio muito mais bonito, muito mais esplendoroso e do qual ninguém jamais imaginara e com jardins e bosques e arvores frutíferas como ninguém jamais houvesse visto igual.
E foi assim que esses artistas construíram um palácio ainda mais lindo , chamado Versailles.

ps- Essa historia aconteceu há muito tempo, qualquer semelhança com fatos de outras épocas é mera coincidência.

Rosa Magalhães
carnavalesca


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