sábado, 7 de janeiro de 2017

Caçula do Samba: Debutantes da Vila Anastácio


Antes de começar a contar a história da caçula de Sampa, tenho de destacar o fato da Dragões da Real ser uma escola de samba e também uma torcida organizada. O modelo, apesar de controverso, é característico do Carnaval de São Paulo, uma das particularidades da folia de lá. E apesar de dividir opiniões, ele dá certo. A Dragões da Real mostra isso da melhor forma: batalhando e crescendo, ascendendo, acreditando no trabalho e nas pessoas. A escola, de 16 anos, demonstra um crescimento importante para o futuro da festa paulistana, conquistando grandes resultados nos últimos 5 anos.

"Hoje eu tenho a força do Dragão!"

O G.R.C.E.S. Dragões da Real foi fundado no dia 3 de março de 2000, tendo em vista proporcionar a seu associado a maior integração cultural. Em seguida, filiada à UESP, veio seu primeiro desafio, ou melhor, seu primeiro desfile. O ano era 2001, e quase sem nenhum investimento, a escola se virou nos trinta e colocou um carnaval campeão na Avenida. (Não foi dessa vez que o Google nos ajudou e não saberemos onde, de fato, foi o desfile. Falta muita informação sobre a folia dos grupos de baixos, infelizmente.)

Deste modo, a Dragões foi ascendendo pelos grupos. O grande objetivo, chegar ao Anhembi, ficava cada vez mais próximo, já que as escolas do Grupo 1 da UESP desfilam no templo do samba paulista. O sonho foi concretizado no ano de 2005, e desde então, a Dragões da Real não quis mais sair. Alçando objetivos grandiosos, a escola chegou ao Grupo Especial de SP em 2012, com a responsabilidade de permanecer por lá. E ficou!

A vermelha e branca, apesar de humilde e "menor de idade", já mostrou que tem samba no pé para ser campeã: desde que subiu ao Especial, desfilou em três, de cinco oportunidades, na sexta das campeãs. O melhor resultado da escola é o 4º lugar, conquistado em 2013 com o enredo "Dragão, guardião real, mostra seu poder e soberania na corte do Carnaval!".


Em 2014, a escola contou com nada menos que Rosa Deus Magalhães como carnavalesca. A professora concretizou um brilhante trabalho com um enredo que tratava de grandes ícones das décadas de 80 e 90. O resultado foi a volta nas campeãs com a 5ª colocação. A partir do ano seguinte, 2015, a escola da Vila Anastácio conta com uma comissão de carnaval formada por carnavalescos como Jorge Silveira e Dione Leite, com temas ligados ao inverso infantil e fantasiosos, apostando numa proposta bem lúdica.

Em 2017, a Dragões traz Asa Branca para o Anhembi, prometendo se arriscar por um estilo diferente do que tem apostado nos últimos anos. A famosa música de Luiz Gonzaga que apresenta as situações vividas por um sertanejo é o fio condutor do enredo. O samba é uma obra-prima, entoado por Renê Simões, um dos destaques do CD.



Não é segredo para ninguém que a Dragões descobriu como se faz carnaval. A felicidade dos componentes é uma das marcas da escola paulistana, a nossa caçula. Vale também, o destaque às mais novas dos outros grupos: Estrela do Terceiro Milênio, do Acesso, que atingiu a maioridade em 2016 e Tradição Albertinense, com 14 anos, disputando o Grupo 1 da UESP.



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