terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Acidente em alegoria coloca desfile da Tijuca em segundo plano

com Leo Antan

A Unidos da Tijuca, que entrou na Marquês de Sapucaí defendendo um enredo sobre a influência dos negros na música estadunidense, teve sua exibição completamente ofuscada em função de um fato triste. Ainda no terço inicial da passarela, o  nível superior do segundo carro alegórico da escola, acabou se rompendo, deixando 15 feridos, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Destes, dois estão em situação delicada, por terem sofrido traumatismos craniano e abdominal. Com o acidente, a escola permaneceu um longo período parado. Impedida, a escola não pode tirar a alegoria de seu corteja e mesmo danificada, ela seguiu pela pista após várias alas passaram a sua frente. 

O incidente fez com que todo o desfile fosse comprometido, dificultando qualquer análise dos quesitos. Mesmo assim, a bateria cumpriu o seu papel e continuou tocando em alto nível. Emocionado, o puxador Tinga cantou com muita garra, e intercalava o canto com frases motivacionais direcionadas aos componentes, pedindo para que eles fossem até o fim. Por mais de uma vez, Tinga clamava à comunidade para “não desistir”.  A comunidade do Borel colocou o “coração na avenida” e terminou sua exibição apenas um minuto após os 75 estipulados como tempo máximo. 

Com uma fatalidade sem precedentes na história carnavalesca, a Tijuca deve ser prejudicada em vários quesitos, como alegorias e enredos. Foi um triste momento para a trajetória tijucana e da folia como um todo. 





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