sábado, 25 de fevereiro de 2017

De pai pra filho: com encontro de gerações, Viradouro emociona Sapucaí

com Vitor Melo, Leo Antan e João Paulo Belmok

Desde os primeiros sons vindos da bateria comandada por mestre Maurão, dava pra notar a forte carga de emoção que iria se fazer presente no desfile da Unidos do Viradouro. Afastado da escola desde 2007, o lendário intérprete Dominguinhos do Estácio esteve no abre-alas da escola, e ainda deu o grito de guerra com Zé Paulo Sierra, atual cantor da Viradouro. Dominguinhos foi o “pai” de Zé Paulo na apresentação.

Colorindo o céu da passarela, os balões presentes no começo da apresentação da alvirrubra de Niterói causaram um impacto bastante positivo. Os “Transformers” da comissão de frente também causaram um efeito interessante, já que Jorge Silveira abusou de cores vivas nas fantasias dos componentes. A abertura da escola com fantasias leves e coloridas impactou positivamente. 

O simpático samba, que contava com um refrão de bastante força, ganhou ainda mais qualidade com a carismática interpretação do “showman” Zé Paulo Sierra, que cantou, trocou quatro vezes de figurino, interagiu com o público – e até subiu na grade das frisas. Até aqui, a Viradouro teve, de longe, o melhor conjunto alegórico do grupo. As fantasias mantiveram bom nível, e estiveram regulares por todo o tempo.

O "menino-rei" do abre-alas mostrou à plateia o seu rico quarto. (Foto: Vitor Melo)

No geral, a Viradouro fez uma boa apresentação, e se credencia ao título. Por enquanto. Entretanto, a posição ruim de desfile pode acabar pesando contra.




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