sábado, 25 de fevereiro de 2017

Enredo confuso prejudica, e Santa Cruz não empolga

com Vitor Melo, Leo Antan e João Paulo Belmok

Santa Cruz iniciou o seu desfile com um bonito abre-alas. (Foto: Vitor Melo)
Encerrando a primeira noite de desfiles da Série A, a Acadêmicos de Santa Cruz levou para a Sapucaí um enredo sobre a literatura infantil. Misturando numa grande “salada” incontáveis histórias e autores, a alviverde da Zona Oeste fez uma apresentação digna, mas sem brilho.

Por ser muito amplo, o enredo acabou sendo de difícil compreensão, afetando diretamente o samba. Assim como aconteceu com a Estácio, a grande quantidade de informação presente no samba atrapalhou o canto. Além disso, alguns trechos da obra eram desconexos entre si, prejudicando o canto dos componentes. Vale lembrar que a obra surgiu de uma junção de dois sambas da disputa.  

Mesmo assim, o desempenho não foi ruim, muito por conta da boa atuação de Pavarotti e Gabby Moura, que formam uma entrosada dupla. A bateria do mestre Riquinho passou "reta", sem grandes incrementos, mas realizou bem a sua função.

Bruxa da Santa Cruz atravessou a passarela emitindo sons típicos de alguém maligno. (Foto: Vitor Melo)
A comissão de frente, por sua vez, acabou se notabilizando por ser de difícil entendimento, vários setores da escola, como a África e a homenagem ao gênio de fato Monteiro Lobato não apresentaram uma amarração melhor, motivado pelo tamanho do enredo. A tendência é que a Santa Cruz não corra nenhum risco de cair para o Grupo B, mas também não brigue por grandes posições.

Detalhe lateral de uma das alegorias da agremiação. (Foto: Vitor Melo)

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