terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Mocidade Independente de Padre Miguel: com tapete voador, Estrela Guia viaja ao Marrocos

com Leo Antan

Uma excelente sacada na comissão de frente deu início ao desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel sobre o Marrocos. Um aeromodelo simulava o tapete voador de Aladdin, personagem central da coreografia, elaborada cheia de truques e reviravoltas. Terceira agremiação de segunda, a alviverde fez uma apresentação acima da expectativa dentro de suas pretensões. Podendo entrar na briga pelo desfile das campeãs.

Abre-alas foi a marca do melhor início de desfile da Mocidade em muito tempo. (Foto: Vitor Melo)
O visual da Mocidade foi irregular: se o abre-alas teve destaque por conta de sua imponência, o mesmo não pode ser dito das demais alegorias, que oscilaram. Com algumas falhas aparentes, a impressão deixada por elas é que faltou um pouco mais de cuidado na finalização do conjunto. As fantasias, apesar de luxuosas, acabaram por não traduzir com clareza o tema abordado e pecaram pela repetição de fórmulas e concepção tradicional demais para a Mocidade. Alguns problemas isolados de evolução afligiram a Mocidade, mas a princípio, nada que comprometa tanto o julgamento.

O bonito samba-enredo, que tem a grife de Altay Veloso e Paulo César Feital, acabou compensando o complicado desenvolvimento do enredo, sendo entoado forte pelos seus componentes. Wander Pires cantou com a sua habitual segurança, e a obra ganhou um tempero especial através do ritmo imposto pela bateria de Mestre Dudu. No fim das contas, a agremiação da Zona Oeste conseguiu apagar a péssima impressão deixada após a conturbada exibição do ano passado. Padre Miguel pode sonhar à vontade. 






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