domingo, 26 de fevereiro de 2017

Renascer de Jacarepaguá: o papel, a negrura, o mar e a bravura

por Guilherme Peixoto, Leo Antan, Vitor Melo e João Paulo Belmok

Exibido originalmente em um curta, o fictício encontro entre Carolina de Jesus e João Cândido saiu das telas e foi parar na Marquês de Sapucaí nesta noite. Através da Renascer de Jacarepaguá, a catadora de lixo e o marinheiro se juntaram para ser o tema da escola dos estreantes Alexandre Rangel e Raphael Torres.

Abre-alas da escola representava uma favela. (Foto: Vitor Melo)
Mesmo com a difícil missão de passar pela pista depois da estupenda apresentação da Unidos de Padre Miguel, a Renascer passou uma boa primeira impressão com uma simpática comissão de frente que apresentava bem os personagens centrais do enredo. Alegorias e fantasias estiveram em pólos opostos: enquanto as primeiras foram regulares, as segundas acabaram alternando momentos positivos e negativos. 

O excelente samba, composto por Moacyr Luz, Cláudio Russo e Diego Nicolau, teve um ótimo desempenho ao vivo. Diego, aliás, foi um dos intérpretes oficiais da obra, ao lado de seu já tradicional parceiro Evandro Malandro. Com grande entrosamento, os dois imprimiram um ritmo interessante na condução do mesmo.


Sol da última alegoria teve problemas de iluminação. (Foto: Vitor Melo)
Apesar das dificuldades enfrentadas pela escola, a Renascer fez um desfile digno e animado. Mesmo assim, a tendência é que ocupe uma posição na segunda metade da tábua de classificação.




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