terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

São Clemente: mesmo bem visualmente, escola passa “fria”

com Leo Antan

Contando um caso de corrupção ocorrido na França de Luis XVI, a São Clemente de Rosa Magalhães foi a segunda escola de hoje a passar pelo sambódromo do Rio de Janeiro. Apesar de não empolgar nos quesitos de “chão”, a simpática escola de Botafogo fez uma apresentação regular e não deve ter dificuldades para se estabelecer no meio da tabela.

Alegoria 4, "Chafarizes e Quedas d'água", teve boa resposta do público (Foto: Vitor Melo) 
A comissão de frente, apesar de bem ensaiada, acabou não empolgando o público, visto que o artifício principal – levantar um dos componentes, tinha acabado de ser muito bem executado pela União da Ilha, escola anterior. Ainda na “cabeça” da escola, pode-se dizer que o bom casal Denadir e Fabrício não comprometeu e deve garantir boas notas mais uma vez. O excelente conjunto alegórico foi o destaque da apresentação, principalmente por conta do “carro das águas”, que utilizava um tipo de papel especial para emular o efeito de um pequeno curso d ‘água. O figurino, apesar de não ter agradado completamente, foi de fácil leitura e esteve dentro da proposta do enredo. Pecando na apresentação do conjunto que não surtiu o efeito esperado. 

Mais uma escola com problemas de evolução. Segunda da noite (Foto: Vitor Melo)
A Fiel Bateria, que enfrentou alguns percalços no início, foi se acertando ao longo da avenida, e atingiu seu ápice ao executar um “paradão” já no terço final de sua exibição. O samba, de letra inspiradíssima, não foi cantado à plenos pulmões pelos componentes, apesar de todo esforço do bom carro de som comandado por Leozinho Nunes, em passagem regular. O time de canto da São Clemente, aliás, contou com Rosilene e Cecília, que deram leveza ao sisudo samba. Tradicional calcanhar de aquiles da São Clemente, a harmonia não esteve em uma noite feliz, assim como a evolução, já que alguns buracos puderam ser vistos ao longo da Sapucaí. Num ano que bagunçou expectativas, a sensação foi que a preto e amarelo podia ter brilhado mais. Não deve ser dessa vez que a escola deve realizar o desejo de voltar nas seis. 





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