sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Simples e objetiva: com Zezé Motta, Sossego deve permanecer.

por Vitor Melo, Leonardo Antan, João Paulo Belmok e Guilherme Peixoto

O quarto e último carro da escola, que contou com a presença da homenageada. (Foto: Vitor Melo)

Entrando na pista com a clara missão de se manter no grupo, a Acadêmicos do Sossego fez um desfile simples, mas muito bem acabado. Em que pese o enorme abismo existente entre a Intendente Magalhães e a Marquês de Sapucaí, a escola do Largo da Batalha conseguiu cumprir bem o seu dever.

O enredo sobre Zezé Motta rendeu um excelente samba, que rendeu bastante em sua versão ao vivo. O competente intérprete Leandro Santos conduziu bem o seu carro de som, que acabou favorecido pelo grande desempenho da bateria da azul e branco. Cria do Império Serrano, Mestre Átila nem parecia ter ficado seis anos longe do comando de uma bateria. O tradicional agogô da Serrinha, numa clara demonstração da influência de Átila, teve muito destaque entre os instrumentos da Swing da Batalha.

O carnavalesco Márcio Puluker manteve um nível razoável nas alegorias da agremiação, sobretudo no último carro, onde vinha a homenageada. A terceira alegoria chamou a atenção negativamente. O maior erro ficou por conta das fantasias, pautadas por grande simplicidade. Algumas alas estavam trajadas de blusas e calças “comuns”, sem grandes decorações. Apesar de outros problemas, como na evolução, a Sossego fez, tranquilamente, o melhor desfile de abertura da Série A, e não deve ter dificuldades para permanecer na segunda divisão.
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