terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Trágico, segundo dia é marcado por muitas falhas. Portela e Mangueira sobram na pista enquanto outras surpreendem




Tensão e tristeza. Se alguém anunciasse antes que esse carnaval seria marcado por tantos acidentes, não acreditaríamos. Após os desfiles, a sensação é de estranheza e um gosto amargo no peito. Para todos os amantes da folia. É preciso repensar nossa festa, seus detalhes e estrutura. Isso é gritante. 

Na passarela, muitas escolas erraram, sobretudo em evolução com enormes buracos, e com muitos problemas de alegorias. Apesar de tudo, Mangueira e Portela voltaram a brilhar, com uma Ilha e Mocidade acima da expectativa. 

Surpreendente, a Ilha fez uma apresentação suntuosa como pouca vezes na sua história, vestida de um grande samba e com falhas em evolução. Com a assinatura da mestra, a São Clemente fez um desfile correto e que não empolgou. A Mocidade também cumpriu seu papel, num ótimo espetáculo. Marcada pela tragédia sem proporções na história da folia, a Tijuca viu uma grande apresentação se perder na pista infelizmente. Técnica, Portela derramou um rio de amor defendendo quesitos, mas com falhas em comissão e casal. A Mangueira fez um grande arrastão como ano passado, numa apresentação redentora e apoteótica.  Lavando a alma aflita da Sapucaí. Teve também problemas de evolução, mas sobrou na disputa pelo título. 

Portões que se fecham. A hora é esperar a quarta-feira que definirá o futuro da folia. Num dos julgamentos mais complicados e difíceis da história da folia, tanta pela cabine dupla quanto pelos acidentes e erros. Como será o amanhã, afinal?





União da Ilha: “no girê”, tricolor peca em evolução, mas levanta a Sapucaí















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