terça-feira, 24 de outubro de 2017

Os Cinco Mais: Baterias que fizeram pulsar nossos corações

Foto: Raul Zito/G1 

Por Alisson Valério e Bruno Malta
Se os casais encantam com sua beleza e elegância, as baterias aceleram o coração dos amantes do bom samba ano após ano na passarela do Anhembi. Para contar um pouco da história do ritmo das baterias do Carnaval Paulistano, trazemos agora as principais apresentações de bateria ao longo do Carnaval da Era Anhembi.

E aí, preparados? Então vamos lá que o mestre já apitou e a batucada vai começar!

Mocidade Alegre – 2009
Foto: Rivaldo Gomes/Folha Imagem

A bateria Ritmo Puro já era uma marca constante de qualidade nos desfiles da então sensação Mocidade Alegre. Vinda de grandes apresentações, em 2009, a bateria da escola do bairro do Limão fez uma verdadeira avalanche no Sambódromo do Anhembi. O tema da escola fala sobre o coração e suas sensações em geral. O que a bateria aprontou então? Com um grupo de ritmistas, mestre Sombra armou um verdadeiro coração com flecha e tudo com seus comandados. O Anhembi assistia aquilo completamente ensandecido. Além da coreografia que era fantástica, a batucada era incrível. Cheia de bossas e paradinhas, os ritmistas da Verde e Vermelho levantaram o Anhembi e ajudaram na conquista de mais troféu para a agremiação de seu Juarez. Foi mais uma emoção...



Rosas de Ouro – 2010
Foto: Caio Pimenta/SPTuris

A escola da Freguesia do Ó vinha num jejum que acumulava dezesseis anos. Desde o enredo sobre a eterna rainha do rádio Ângela Maria, o campeonato não parava na Azul e Rosa. Mas em 2010, a história mudou, muito graças ao show dos comandados de mestre Tornado. Com um enredo sobre o chocolate, a Roseira fez um show no Anhembi. Junto de um grande desempenho do intérprete Darlan, os ritmistas da escola fizeram uma apresentação com cadência e valorizando a excelente letra do samba com muitas bossas. A Batucada D'Responsa contribuiu e muito para o campeonato da Roseira mais bonita do Carnaval de São Paulo. O sabor conquistou...




Mancha Verde – 2011
Foto: Fernando Donasci/UOL

Em 2011, a Mancha Verde já havia se consolidado como uma potência no Carnaval da Terra da Garoa. Após o quarto lugar de 2010, a alviverde levou para a avenida o enredo sobre os gênios da humanidade. E a bateria foi uma coisa... genial. Logo de cara, o Anhembi pulsava com as variações de ritmo criadas pelos mestres Moleza e Caju. O público delirava e fazia uma linda festa na arquibancada. Ao longo do desfile, as bossas se juntavam as paradinhas que deixavam o público boquiaberto. Junte o show da bateria ao fato de o samba ser incrivelmente bem feito e a excelente apresentação do intérprete Vaguinho. Com os três fatores unidos, nada podia ser diferente de um desfile genial em puro balanço...




Tom Maior – 2009
Foto: Folha Imagem

Também estabilizada no Grupo Especial e com bons resultados conquistados, a Tom Maior veio afim de emocionar a todos falando de Angola e de Martinho da Vila. A Tom 30, comandada pelo Mestre Carlão, usou e abusou das bossas e coreografias. Rolou até uma performance especial no meio da bateria formando o nome da escola entre os integrantes durante uma das bossas. A combinação de um grande samba, com a pegada da bateria do Mestre Carlão e mais uma grande apresentação do interprete René Sobral, um dos melhores interpretes dos últimos tempos no Carnaval de São Paulo, não tinha como dar errado. Foi uma apresentação marcante e inesquecível que levantou e emocionou o Anhembi. A bateria Tom 30 honrou o seu nome na avenida. E o corpo balançou...  



Águia de Ouro – 2007



No maior desfile de sua história até então, o Águia de Ouro teve como grande destaque sua bateria. Vindo na frente da escola - logo após a Comissão de Frente - a Batucada da Pompeia deu um show. Para começar, o ritmo acelerado foi deixado de lado por uma cadência irresistível dos ritmistas de mestre Juca. Além disso, uma coreografia especial que envolveu o casal de mestre-sala e porta-bandeira João Carlos e Lais também apareceu dando um brilho a mais a apresentação. A bateria abriu, fechou, ajoelhou, levantou, balançou, entrou no recuo, voltou para a pista e depois voltou de novo para o recuo levantando o público do Anhembi que cantava o samba fervorosamente. A bateria fez e aconteceu. Como disse o samba: A bateria arrepiou...


Foi tão bom que merece ser visto outra vez, só que dessa vez do ângulo da arquibancada:


Esses cinco grandes momentos de Bateria são apenas uma pequena amostra de tantos outros momentos que levantaram o Anhembi em toda a sua existência. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".
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