sábado, 10 de fevereiro de 2018

#Carnaval2018 - Bangu incorpora realeza africana pensando na permanência na Série A

Por Redação Carnavalize
Foto: Vitor Melo/Carnavalize
Abrindo os trabalhos da temporada de 2018, a Unidos de Bangu levou à Sapucaí o enredo "A Travessia de Calunga Grande e a Realeza Africana", desenvolvido pelo carnavalesco Cid Carvalho.

Falando sobre os nobres de diversos reinos da África que foram escravizados ao serem trazidos para o Brasil, a Comissão de Frente comandada por Jorge Teixeira e Saulo Finelon, também coreógrafos da Mocidade Independente de Padre Miguel, retratava a coroação de Chico Rei, escravo congolês que comprou sua alforria e virou rei em Ouro Preto. A coreografia bem desenvolvida foi um dos pontos altos de todo o desfile, principalmente ao estender o manto sagrado da escola durante a apresentação, e o segmento cumpriu bem o papel de apresentar o enredo. 

As alegorias, por sua vez, apresentaram bastante oscilação, sendo o abre-alas e o terceiro carro os mais positivos, e o segundo e o último os mais precários. As fantasias também prejudicaram a totalidade estética do desfile e foram, provavelmente, um dos pontos mais fracos durante a passagem da escola.
Abre-alas da Unidos de Bangu (Foto: Vitor Melo)
A bateria Caldeirão da Zona Oeste, comandada pelo estreante mestre Leo Capoeira que veio da co-irmã Curicica, também foi um dos destaques positivos da escola. As bossas foram muito bem trabalhadas, assim como o samba que funcionou bem, mas infelizmente a harmonia ficou comprometida por uma ausência de resposta da escola, e o público presente pareceu mais animado que os próprios componentes na interação. A agremiação apresentou uma evolução correta. 
Problemas na segunda alegoria da agremiação (Foto: Vitor Melo)
Por fim, o enredo foi de extrema relevância, mas passou como um "arroz com feijão" pela falta de leitura através das fantasias. A escola mostrou dignidade ao abrir os desfiles mas estourou em um minuto o tempo máximo.
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