domingo, 11 de fevereiro de 2018

#Carnaval2018 - Império Serrano desfila bem mas comete erros de evolução

por Redação Carnavalize

Tocou a sirene e o momo anuncia: está aberto o carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Como manda a tradição, a escola vencedora da Série A no ano anterior é a responsável por abrir os desfiles de domingo. Depois de oito carnavais longe da elite do carnaval, o Império Serrano levou à Avenida o enredo "O Império do Samba na Rota da China". O carnaval deste ano foi assinado por Fábio Ricardo, que pela primeira vez comanda a escola de Madureira.

A Comissão de Frente foi coreografada por Junior Scapin e alternou momentos que mostravam a China tradicional e a China moderna. O elemento alegórico tinha uma realização simples e a coreografia foi bem executada numa passagem regular, que cumpriu bem o papel de apresentar o enredo. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Feliciano Junior e Raphaela Caboclo, veio representando o dragão chinês e a fênix, respectivamente.


O elemento alegórico da Comissão de Frente da escola (Foto: Vitor Melo)

A abertura do desfile trouxe um forte destaque para o uso do dourado e o abre-alas passou bem, apesar de um dos dois dragões à frente ter passado apagado. Os carros foram regulares mas a realização foi simples, assim como os materiais utilizados, muito por conta da crise financeira que também atingiu a escola. A última alegoria destoou do restante do conjunto.
As fantasias, por sua vez, eram dignas mas tinham problemas na paleta de cores, que não construiu um bom tapete cromático e o conjunto estético se mostrou irregular.


Segunda alegoria do Império Serrano (Foto: Vitor Melo)

A Sinfônica, sob a regência do Mestre Gilmar, conhecida pelos inconfundíveis toques de agogô, passou bem e levantou o público com a paradinha que era feita nos versos "Serrinha custa mas vem / pra ficar". Marquinho Art'Samba, intérprete da escola, foi destaque positivo e fez a harmonia da escola responder bem, explodindo muito no início e caindo um pouco no meio do desfile.
A evolução foi prejudicada, principalmente porque o primeiro tripé da escola apresentou dificuldades de locomoção e abriu diversos buracos, inclusive na primeira e na terceira cabine de jurados. A escola fechou o desfile com 63 minutos, dois abaixo do tempo mínimo e sofrerá desconto na nota final. A escola tenta se firmar num ano complicado em que duas escolas caem, mas os obstáculos durante o desfile pareceram afastá-la dessa meta.

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