segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

#Carnaval2018 - Mangueira lava a alma da Sapucaí em crítica feroz

por Redação Carnavalize



Indo para o terceiro ano de um casamento de sucesso com o carnavalesco Leandro Vieira, a Mangueira foi a sexta escola a pisar n'Avenida no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Com uma crítica social forte e aguardada pelo grande público, a escola desfilou o enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco".

O recado da Comissão de Frente mangueirense (Foto: Leonardo Antan)
Estreando na verde e rosa, o casal de coreógrafos Adriana Salomão e Steven Harper trouxe a Comissão de Frente "Pecado é não brincar o carnaval", que cumpriu extremamente bem o papel de apresentação e síntese do enredo. O grupo trouxe mesas de botequim que viravam grades com o seguinte recado: "deixa nosso povo passar". Para bom entendedor, meia-palavra basta. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Squel Jorgea, representou o pierrô e a colombina, figura clássica do carnaval, em lindas fantasias e um impecável bailado.

Detalhe do abre-alas mangueirense (Foto: Felipe de Souza)
A plástica desenvolvida por Leandro é irretocável e o conjunto alegórico passou como um dos melhores da noite e da carreira do próprio carnavalesco. Todas as alegorias estavam dentro da proposta e transmitiu o fácil enredo com muita clareza e inteligência. As belíssimas fantasias funcionaram muito bem e a ideia de trazer poucas alas foi muito positiva. O uso dos tons pasteis, característica de Leandro, mostrou a excelência de seu trabalho. As críticas ao prefeito foram muito pertinentes e eficientes, usando a medida certa da acidez.

A bateria passou um pouco mais acelerada que o de costume, mas fez um ótimo trabalho e sacudiu o público com a paradona do refrão. O som da Sapucaí parece pior do que nunca e prejudicou muito a qualidade do carro de som. Mesmo assim, a harmonia da escola respondeu muito bem e chamou o público pra brincar o carnaval junto. O maior destaque vai para a ala final, um verdadeiro acontecimento, que passou desenfileirada e solta, no melhor espírito carnavalesco.
A alegoria que encerrou o desfile mangueirense (Foto: Vitor Melo)
Alguns problemas de evolução surgiram pelo meio do caminho, mas não chegou a ser negativo nem prejudicial à agremiação. Em mais um desfile de uma verdadeira escola de samba, arrebatador, bonito e mensageiro, a Mangueira se credencia a ocupar as mais altas posições do Grupo Especial.

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