quarta-feira, 14 de março de 2018

Cotação do Mercado 1: as altas e baixas do mercado carnavalesco

Por Redação Carnavalize



Podia-se dizer há um tempo que o carnaval do ano seguinte só começava depois de uns "diazinhos" da folia anterior. No entanto, nos últimos anos, os bastidores da festa já estão sacudindo, até mesmo, antes do desfile das campeãs. Vamos reunir as contratações, as renovações, os "pés nas bundas", tudo aquilo que já fez o mercadão carnavalesco ficar movimentado. Vem com a gente e fique por dentro de como as escolas já estão se preparando para 2019!


Em alta! Os contratados


Logo após ter guiado a Vila Isabel à nona posição do carnaval de 2018, Paulo Barros, contratado a peso de ouro depois ter sido campeão na Portela em 2017, já pegou suas malas do bairro de Noel após o resultado pra lá de insatisfatório. O rei da selfie cruzou a ponte e desembarcou lá na Viradouro, campeã da Série A, conquistando a honra - e o ônus - de abrir o carnaval carioca de 2019. Já Paulo Menezes, sua dupla na azul e branco da Zona Norte, entrou no trem para Madureira com destino à rua Edgard Romero: será o carnavalesco do Império Serrano.  

Confiando no talento e na grife "Paulobarriana", a vermelho e branco de Niterói vem forte para tentar surpreender e se estabelecer mais uma vez na elite do carnaval carioca. Vale lembrar que o carnavalesco já teve uma passagem por lá, em 2007 e 2008, conquistando a quinta e a sétima posição respectivamente. E, se um bom filho a casa torna, Ciça está de volta à agremiação depois de uma premiada passagem pela União da Ilha. Saudades, Ney? O mestre comandou o baticum lá pela Viradouro por 10 carnavais consecutivos (de 1999 a 2008), fazendo dupla, inclusive, com Barros nos dois carnavais que assinou. Ainda na Viradouro, a escola fechou também com Alex Neoral para a Comissão de Frente, que também integrou a equipe do carnavalesco no último carnaval.



O famoso troca-troca rolou entre as irmãs de patrono; nas terra da Viradouro e da Vila, PB chegou ao Barreto e o campeão da série A, Edson Pereira, pegou o bonde para dar uma passadinha no Boulevard. O carnavalesco, que vem de uma sequência de belos carnavais na Unidos de Padre Miguel, estará no grupo de acesso também. Anunciado nos últimos dias, ele formará a dupla responsável pelo desfile da Unidos de Bangu, que conseguiu a permanência na Série A para 2019, com Alex Oliveira, que já passou por escolas como Rocinha, Portela e Unidos do Jacarezinho. 

A Bangu, que se mexeu freneticamente para 2019, também mudou seu carro de som e seus defensores do primeiro pavilhão da escola. No microfone, Luis Oliveira e Tem-Tem Jr, que defenderam o samba vencedor da agremiação durante a disputa do carnaval de 2018, serão as vozes da a alvirrubra da Zona Oeste no próximo carnaval. A dupla de mestre-sala e porta-bandeira será formada pelo segundo casal do último carnaval, Anderson Abreu e Eliza Xavier.


CARRO DE SOM TOUR:

No ano mais movimentado dos últimos tempos quando o assunto é carro de som, resolvemos separar todos aqueles que estão de casa nova aqui. SOOOOOOOOLTA O BICHO! Cria da Vila Isabel,  Tinga comandou por 4 anos o microfone do povo do Borel, mas está de volta e será o intérprete oficial da terra de Noel em 2019. Vamos ficar nesse "comeback tour"? Se o microfone da Tijuca ficou vago, já tem dono. Cantor da escola tijucana entre 2001-2002 e de 2004 até 2008, Wantuir será a voz da amarelo-ouro e azul-pavão no próximo carnaval.



Desde que Quinho saiu do Salgueiro no pré-carnaval de 2015, muito se criticou as formações que o carro de som salgueirense adotou. Para 2019, entretanto, a cartada foi alta! TAÍ A SURPRESA! Emerson Dias, cria da Academia do Samba e discípulo de Quinho, será a voz vermelha e branca a partir de agora.

Ainda sobre os carros de som, Nino do Milênio, contratado do Paraíso do Tuiuti para 2018, está fora da escola, deixando o microfone oficial para Celsinho Mody, que contará por mais um ano com a participação especial de  Grazzi Brasil. Por fim, até agora, Igor Sorriso, um dos intérpretes mais elogiados e estrelados dos últimos tempos, decidiu, por motivos pessoais, ir cantar somente no carnaval da terra da garoa, na Mocidade Alegre, onde ele já esteve nos carnavais de 2014, 15 e 16. 

ESTÁVEIS - OS RENOVADOS:

O Salgueiro manteve a tradição de mexer pouco em seu time. Fora a saída do trio de interpretes, todo a equipe da Academia foi renovada para o próximo ano, como o carnavalesco Alex de Souza, o casal Hélio e Beth Bejani da Comissão de Frente, assim como o mestre da bateria Marcão e o casal de mestra-sala e porta-bandeira, formado por Marcella e Sidclei. 




Outra escola que teve poucas alterações foi a Mocidade Independente de Padre Miguel. Todo o time formado pelo carnavalesco Alexandre Louzada, o intérprete Wander Pires, os coreógrafos da Comissão de Frente e os defensores do pavilhão da Estrela segue no time para 2019. 


Outros renovados do Grupo Especial são:
Renato e Márcia Lage (Grande Rio); Leandro Vieira e casal Squel Jorgea e Matheus Olivério (Mangueira); Severo Luzardo (União da Ilha); Mestre Ricardinho e Jack Vasconcellos (Paraíso do Tuiuti); Jorge Silveira (São Clemente).


Enquanto na Série A:
Pixulé, João Vitor Araújo e o coreógrafo David Lima (Unidos de Padre Miguel), Jaime Cezário (Porto da Pedra) e Marcos Falleiros (Alegria da Zona Sul).

JOGO RÁPIDO - TROCA-TROCA:

A Portela não ficou satisfeita com seu resultado em comissão de frente e resolveu chamar o consagrado Carlinho de Jesus para comandar o quesito portelense em 2019, deixando Sérgio Lobato disponível.

A São Clemente também foi uma das escolas que movimentaram esse pré-carnaval, até agora. Amanda Poblete, primeira porta-bandeira clementiana em 2018, encerrou seus laços com a escola e foi para a Viradouro, ocupando a posição de segunda porta-bandeira da Agremiação; Para seu lugar, foi chamada Giovanna Justo. A escola também mexeu em sua comissão de frente, dispensou o coreógrafo Kiko Guarabyra e contratou Junior Scapin, que estava no Império Serrano no último carnaval.

Voltando pra Vila Isabel, a azul e branco viu Wilsinho dando sopa no mercado, após boas passagens como diretor de carnaval da Viradouro e da União Ilha do Governador, e tratou de repatriá-lo. Ainda na terra de Noel, o premiado coreógrafo Patrick Carvalho se despediu da Tuiuti após a histórica abertura deste ano e se mudou para a azul e branco.



Para finalizar o bate-bola, Verônica Lima, vencedora do Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira pela Grande Rio no último carnaval, deu espaço a Taciana Couto, prata da casa, que desfilou como terceira porta-bandeira em 2019 e começou na Pimpolhos, escola mirim da Grande Rio. Ainda em Caxias, o casal Rodrigo Neri e Priscilla Mota, que estava há quatro anos na agremiação, desligou-se e está livre, leve e solto no mercado, recebendo propostas de algumas escolas do Especial. É a mesma situação de outra membra da família Mota, irmã de Priscilla, Cláudia, que comandou a abertura da Imperatriz nos últimos dois carnavais.

Por fim, o casal estreante de coreógrafos Adriana Salomão e Steven Harper foi dispensado pela Mangueira e também está no mercado.

Em baixa! Quem sai:

Dudu Azevedo e Thiago Diogo foram dois dos que ficaram sem escola nesse pré-carnaval, dispensados pela Grande Rio, que vem reformulando sua equipe visando o carnaval de 2019*. Cahê Rodrigues, que se desligou da Imperatriz após 6 carnavais, também está sem agremiação até agora.



Além disso, Marcus Ferreira, que assinou um carnaval que prometia muito e acabou decepcionando na hora h, desligou-se do processo criativo da Rocinha e se encontra sem escola por enquanto. A borboleta já anunciou seu substituto: Junior Pernambucano, que retorna ao carnaval carioca após um ano afastado; ele comandou os desfiles do Império da Tijuca entre 2013 e 2017, conquistando um título no Acesso. Ainda na Série A, outro carnavalesco do grupo que segue disponível após ser dispensando é Wagner Gonçalves, após sua mais recente passagem na Inocentes de Belford Roxo.

E a saída mais comentada da folia foi a do monstro sagrado Laíla. O diretor de carnaval deixou a Beija-Flor após mais de vinte anos e está disposto a negociar com outra escola para comandar os quesitos de chão. Nada fechado ainda para o mestre, mas todo dia surge um novo boato dando conta de seu possível acerto em uma escola diferente. Entre as possibilidades, as mais fortes são Mangueira, São Clemente e Unidos da Tijuca. Qual o destino das guias de Laíla?




*Apesar de ter sido rebaixada à luz do regulamento oficial da Liesa e das notas lidas na quarta-feira de cinzas, a agremiação conquistou o direito de desfilar no Grupo Especial durante uma plenária com a presença dos dirigentes das outras 12 escolas que desfilaram no domingo e na segunda de carnaval. O Império Serrano também foi beneficiado e desfilará novamente no Grupo Especial em 2019.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulheres do Samba: a luta do batuque feminino

Foto: Léo Queiroz
Por Beatriz Freire
Fomos confortados durante nove meses num ventre: aquecido, aconchegante, familiar, com o sentimento de amor contínuo e exalante, tal qual fevereiro, tal qual o carnaval e os quintais de Ciata e das tias baianas, que abrigaram em seus lares, seios e vozes os filhos que nasceram junto com os batuques de nossa gente. Nós, mulheres do samba, somos herdeiras diretas e protagonistas da Avenida de histórias; braços fundamentais, pilares do gênero e de nossas agremiações. 

Fomos silenciadas, riscadas dos registros de nossos próprios feitos. Dona Ivonne Lara, luz que nos guia, por muitos anos se valeu do nome do primo pelo escândalo social que era ter uma mulher compondo sambas à época. Ruça, a presidenta campeã de Kizomba em 1988, não tem seu rosto estampado no mural da sede da Unidos de Vila Isabel, ao lado dos que já ocuparam o mesmo cargo que ela, assim como Ildes Pereira. Apenas vinte e um anos depois uma figura feminina esteve à frente de uma agremiação que foi campeã do Grupo Especial carioca: Regina Celi, "a mãe de mais de 4200 salgueirenses", como ela mesma se descreve. 

Eliana de Lima, Bernardete e Elza Soares foram figuras imprescindíveis para a superação dos lugares que eram "tradicionalmente femininos". Mais de trinta anos depois, ainda somos recepcionadas com olhares desconfiados quando uma de nós assume o microfone principal de duas grandes escolas de samba do carnaval, no Rio de Janeiro e em São Paulo, como o exemplo de Grazzi Brasil. 

Dezenas de meninas ocupam, por muitos anos, cargos de apoio em carros de som e mal sabem a sensação de ser a voz que representa oficialmente uma comunidade. 

Sempre tivemos espaços definidos: à frente da bateria – mas não como mestres -, na ala de passistas, em queijos de alegorias, como defensoras dos pavilhões e bailarinas das comissões de frente. Que maravilha saber que nossas companheiras nesta caminhada tenham ocupado com tanta maestria e dignidade cargos muito nobres e empoderadores ao mostrarem samba no pé e autonomia sobre o próprio corpo, além da elegância em portar o símbolo maior de uma escola. Porém, ao enfileirar carnavalescos, atualmente não chegamos a usar todos os dedos de uma única mão para totalizar quantas de nós são as criadoras de um desfile; uma Rosa desabrochou em meio aos cravos. As demais, igualmente fortes, quando mostram sinais de sua presença, são sombreadas, e mesmo que estejam cheias de vida não alcançam a luz do sol. Assim, ainda que sejam as mesmas sementes de Ciata, não têm aquela sensação primeira de aquecimento, aconchego, familiaridade, com o sentimento de amor contínuo e exalante, tal qual fevereiro em sua plenitude. Maria Augusta também abriu caminhos, mas nas curvas tortuosas dessa estrada vislumbramos apenas quatro carnavalescas atuantes no Rio de Janeiro, e somente a Professora com nome de flor assina seus projetos sozinha. O processo árduo e muito lento constrói de forma gradual – e também tardia – a noção de representatividade. 

Meninas e mulheres, o oito de março é um dia de simbologia e luta. Estejam presentes nas quadras, sejam ativas nos debates, ocupem microfones, baterias, barracões, vistam suas sandálias de passistas, costeiros, portem os pavilhões, apropriem-se do espaço que é de todos, sem definição de gênero, e acreditem que podem, sim, assumir as cadeiras presidenciais e quaisquer outros lugares que quiserem. 

O Carnavalize, orgulhosamente, é feito por três mulheres conscientes de seus papeis, sempre movidas pelo amor ao samba e o desejo de que reunamos forças para que consigamos romper barreiras que naturalmente são colocadas em nossos caminhos. Guiadas por tantas figuras ilustres, desejamos a todas dias melhores e caminhos mais oportunos. Estamos juntas!

segunda-feira, 5 de março de 2018

As pérolas das justificativas do Carnaval 2018

Por Redação Carnavalize
Depois da apuração dos desfiles das escolas de samba, a abertura das justificativas é o momento mais esperado - ou não - do pós-carnaval. Resolvemos listar as passagens mais, digamos, interessantes, engraçadas e curiosas daquilo que os julgadores rabiscaram escreveram para justificar as suas notas. Confira:

Em comissão de frente, a Unidos da Tijuca foi descontada pelo primeiro e terceiro julgador por conta da sujeira das roupas! Segundo as justificativas, as túnicas laranjas aparentavam “manchas” e “estavam visivelmente sujas”. Faltou Omo?


O julgador do módulo do três também é bastante conhecido pela sua requintada riqueza vocabular, bem alegórica e carnavalesca. Nos escritos sobre a Vila Isabel, por exemplo, “fica tudo meio”... Vale a leitura com o dicionário na mão!

Mas não é só de palavras bonitas que o módulo 3 de comissão de frente vive. Para o Salgueiro, o julgador disse que alguém entrou em um “campo movediço”! Tomara que consigam escapar!

A reflexão e as ciências sociais, aliás, são presentes em grande parte do julgamento. No mesmo quesito, o julgador do módulo 2, ao canetar a Portela, difere emoção e exagero com filosofia pura!

Em bateria, um dos quesitos com maior índice de notas 10 e com mais justificativas pequenas, o júri gosta de descontar a falta de criatividade entre os mestres - como na bateria da Mangueira, para o módulo 2. Será que o julgador, que escreveu 13 linhas em todo mapa de justificativas, também poderia ter desenvolvido mais a criatividade?

No módulo 1 do quesito, um importante alerta foi feito nas Observações! Não é de hoje que a Sapucaí sofre com problemas no seu som, mas não é sempre que o júri reclama disso. Aqui, foi alertado um delay durante a passagem da Grande Rio (só?):

Foi o desfile da Ilha que exaltou a culinária, mas foi a bateria furiosa, do Salgueiro, penalizada por conta de um... flan! Olhem só a justificativa do julgador do módulo 3, alertando para esse desencontro rítmico gastronômico:

Já no módulo 4, outra denúncia! Na justificativa dada para o 9,9 à Mocidade, o julgador relatou que o mestre Dudu foi impedido de apresentar a bateria para o camarote do júri! A precaução para não estourar o tempo por parte da diretoria da escola acabou impedindo a Não Existe Mais Quente de fazer 40 pontos. Pena!

Em samba-enredo, poucos trechos significativos apareceram. Os julgadores estavam contidos e descontaram poucas coisas. Chamamos atenção para a ausência de criatividade e coerência nas letras. Vale destacar, no entanto, a justificativa dada para a São Clemente no módulo 1. O julgador criticou o uso do artigo “a” antes da palavra “atitude”, e até sugeriu uma mudança na letra da escola! Se sobrou palavra no samba da São Clemente, sobrou também atitude do próprio júri!

No quesito enredo, algumas pérolas foram menos engraçadas. A justificativa mais repetida do ano foi a dada ao Império Serrano. A escola perdeu ponto por citar a grande Muralha da China como uma das maravilhas do mundo antigo, sendo que ela foi eleita ao posto na era moderna. Faltou Google nas terras de Madureira.


O controverso enredo da Beija-Flor dividiu opiniões não só entre os sambistas, já que teve jurado chamando a proposta de "contundente e bastante oportuno". E com grande apuro estético... Isso sem contar jurado apontando milhares de erros, mas tirando um décimo só! Se a bandeira não pesa...

O jurado do módulo 2 do quesito rendeu outros dois momentos. Ele ficou confuso quanto a proposta do enredo da Mangueira e resolveu explicar sua dúvida, tirando um décimo da escola verde e rosa.
 


Já quando chegou a vez das observações do Salgueiro, ele mandou um verdadeiro "militei" quando destacou a presença masculina massiva num enredo que pretendia exaltar as mulheres... Lacrou!
 

Em alegorias, os maiores absurdos ficaram pelos jurados julgando enredo e tirando ponto da sexta alegoria da Grande Rio, que não entrou na avenida. Faltou prestarem atenção no próprio manual do jurado.

No módulo 2, o avaliador destacou que a coroa da majestade não girou no bicentenário do Museu nacional, como prometia. Certíssimo!
 

Um dos últimos quesitos da apuração, que levou os espectadores ao máximo de nervosismo, fantasias foi o que menos apresentou pérolas em suas justificativas. Fora alguns dez para a Beija-Flor no quesito, né? Mas tiveram momentos fofos, como a julgadora do módulo 3 parabenizando os ateliês e os profissionais das escolas. Afinal, viva o carnaval e seus profissionais sempre!

Nos quesitos de chão, é importante ficar de olho no relógio para não salgueirar. O querido julgador do módulo 1 de evolução notou um problema importante em um dos "tracinhos", como ele chama, do relógio digital da Sapucaí. Não passou despercebido, obrigado pelos mimos!

Já no terceiro módulo de julgamento, as invencionices de Paulo Barros não passaram em branco: o excesso de elementos nas fantasias fez com que quem estivesse julgando o andamento da escola retirasse um décimo do bairro de Noel. 

E teve gente trocando as bolas no quesito harmonia. O jurado do módulo 2 penalizou a Grande Rio em um décimo pela falta da sexta alegoria. Repetindo: jurado de harmonia!

Além disso, não menos importante, nosso amigo julgador do módulo 4 parabenizou a galera do camarote por conta do volume equilibrado no som. Lindíssimo, falou tudo! 

Para fechar a brincadeira, mestre-sala e porta-bandeira não nos trouxeram tantos motivos para riso, entretanto, é bom que os dançarinos abram o olho. A julgadora do último módulo deu um puxão de orelha nos mestre-salas. O motivo? Excesso de agitação na dança. Ela deixou bem explícito: "Agilidade sim. agitação não". 

Embora a risada ainda seja garantida no momento de ler as justificativas, nós ficamos felizes em não ver tantos absurdos nas linhas divulgadas pela Liesa. Torcemos para que o julgamento do carnaval seja cada vez mais aperfeiçoado, nos fazendo rir e chorar só de emoção, e não de nervoso!