segunda-feira, 4 de março de 2019

#Carnaval2019 - Mesmo com o chão de Caxias, quem nunca fez um desfile mediano?



Por Redação Carnavalize

Mais uma beneficiada pela virada de mesa após a última quarta-feira de cinzas, a Grande Rio foi a terceira escola a desfilar neste domingo. O casal Renato e Márcia Lage seguiu responsável pelo carnaval da agremiação, desta vez com o enredo “Quem nunca? Que atire a primeira pedra…” para contar sobre os jeitinhos da sociedade e, por que não?, legitimar no discurso a própria atitude que conseguiu reverter o rebaixamento e garantir sua permanência no Grupo Especial por mais um ano.

De cara nova, o quesito comissão de frente esteve sob o comando dos renomados coreógrafos Hélio e Beth Bejani. Na encenação do grupo, Moisés esquecia os dez mandamentos e retornava para interagir com likes e emojis nas redes sociais. A apresentação tentou adotar a vertente humorística e cênica de interação com o público. Apesar de ter sido executada corretamente e ter dado funcionalidade ao efeito que se pretendia dos emojis com os drones, foi um conjunto despretensioso e sem grandes momentos já que o conceito se mostrou frágil. 
Pelo primeiro ano juntos, Daniel Werneck e Taciana Couto foram os defensores do pavilhão tricolor. Fantasiados de rei e rainha do jogo de xadrez, a apresentação foi irregular, apesar da bela indumentária, e o nervosismo dos dois transmitiu insegurança no bailado. 

A segunda alegoria da escola representou as imprudências no trânsito.
Esteticamente, as alegorias surpreenderam negativamente do ponto de vista conceitual e por várias vezes mostraram o mesmo formato de caixotes que se diferiam com as esculturas na aparência final. O trabalho de cor do casal Lage também decepcionou e a segunda, terceira e quinta alegorias apresentaram pequenos problemas de acabamento. As fantasias não ficaram comprometidas no todo, mas foi notório a ausência de chapéus em muitas das alas. 

O enredo não mostrou um fio condutor que conseguisse realizar uma boa conexão entre os setores e o discurso central da temática se esvaiu ao longo da passagem da escola, que não teve uma delimitação de início, meio e fim. 
Um dos destaques do desfile foi a Invocada, que contou com a estreia de mestre Fafá.
A Invocada também teve estreante: mestre Fafá assume pela primeira vez o cargo de comando dos ritmistas caxienses. Como “fiscais da natureza”, os ritmistas foram os protagonistas da apresentação caxiense, que deixou Evandro Malandro muito à vontade no comando do microfone. O estreante do Grupo Especial, aliás, merece aplausos pela excelente condução do samba que, apesar de não ser uma obra de qualidade, rasgou a escola e botou a comunidade da Grande Rio para cantar a plenos pulmões por toda a pista. No quesito evolução, pequenos clarões foram abertos ao longo da Sapucaí, mas a escola terminou a apresentação dentro do tempo regulamentar. 

Com altos e baixos, a tricolor deixou a desejar pela falta de desenvolvimento teórico, mas mostrou que tem comunidade forte em um bom desempenho do chão da escola.
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