terça-feira, 5 de março de 2019

#Carnaval2019 - Problemas de evolução comprometem crítica empolgante da Tuiuti


Por Redação Carnavalize

Depois do estrondoso sucesso do desfile vice-campeão do ano passado, a Paraíso do Tuiuti seguiu firme e forte com o talentoso carnavalesco Jack Vasconcelos rumo à noite desta segunda-feira.  O enredo crítico e bem humorado intitulado “Salvador da Pátria” contou a história de Ioiô, o bode eleito vereador no Ceará, uma narrativa muito pertinente e recheada de críticas políticas. 

No quesito comissão de frente, Filipe Moreira, bailarino e coreógrafo, comandou o grupo que mostrou a luta por terras no país. Durante a disputa, personagens tentavam deslegitimar Ioiô, o verdadeiro representante do povo. A comissão fez uma apresentação muito simpática e bem coreografada; a reação das arquibancadas foi de muita receptividade e o tripé foi bem utilizado. O único problema de execução em frente ao primeiro módulo de julgadores foi a falha de um dos efeitos. 

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Daniele Nascimento, não foi tão feliz em sua apresentação. O estandarte de Daniele chegou a bater no mestre-sala em alguns momentos e a fantasia não era tão opulenta. Não é garantido que na quarta de cinzas os defensores do quesito saiam coroados com quarenta pontos. 

Nos quesitos estéticos, a escola fez uma belíssima abertura em cores quentes; o abre-alas passou com um alto contingente de composições para garantir um bom efeito, mas passou apagado em frente ao primeiro e também ao quarto módulo de julgamento. Ao longo da pista, a mesma alegoria chegou a apresentar um princípio de incêndio que foi controlado pelos extintores do Corpo de Bombeiros. Na linguagem e na concepção, o desfile era muito bem resolvido: a abertura partiu da seca e chegou ao litoral. A segunda alegoria também se destacou e o conjunto foi muito bem concebido. A última alegoria enfrentou problemas sérios de acabamento em elementos do carro e também teve dificuldades com a parte hidráulica, em que elevações não subiram. 
As fantasias apresentaram altos e baixos. O primeiro setor era bonito, mas alguns componentes tiveram problemas com seus chapéus e outras fantasias deixaram a desejar no final do desfile; apesar pos pesares, Jack fez um bom uso de cores e teve sucesso na transmissão do enredo. 

O tripé mostrou o lado faceiro do Bode Ioiô.
O enredo começou em tom de fábula e contava como muita clareza a história do personagem principal, que foi exaltado ao longo de toda a narrativa e foi o pivô de uma conexão à crítica política que se fez muito pertinente dentro do tema. 

A SuperSom do mestre Ricardinho fez uma boa apresentação e fez uma paradona que levantou o público, essencial para aliviar a tensão do início do desfile que se deu por conta dos imprevistos com o abre-alas. Celsinho Mody e Grazzi Brasil conduziram o samba brilhantemente e a harmonia da escola foi uniforme; notou-se que o público comprou o ótimo samba da escola. 

Apesar dos problemas de acabamento, a última alegoria mexeu com as arquibancadas.
O quesito evolução foi o mais problemático do desfile. Houve demora no início da apresentação e o samba oficial só começou a ser cantado quando o relógio já estava marcando seis minutos no cronômetro. A abertura de alguns buracos no início do desfile e os problemas do último carro para fazer a curva ocasionaram pequenos clarões e a escola precisou correr no fim do desfile para não estourar o tempo.
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