sábado, 22 de fevereiro de 2020

#Carnaval2020 - Com problemas de evolução, Porto da Pedra faz desfile aguerrido


Por Redação Carnavalize

São Gonçalo vem de boas posições nos últimos carnavais, sempre buscando ganhar impulso para ascender novamente ao Grupo Especial. Para 2020, a escola apostou no reencontro com Annik Salmon, que estreou seu primeiro trabalho solo à frente da vermelha e branca. Com o enredo “O que é que a baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí”, a escola desfilou a história dessa personagem mundialmente conhecida. 

Com o reforço de peso do experiente Carlinhos de Jesus, a comissão de frente teve altos e baixos na forte abertura da escola, mas cumpriu a função de apresentar o enredo. O ponto alto foi a formação de uma grande baiana, com destaque também para as belas vestes dos bailarinos. 

Comissão de frente coreografada por Carlinhos de Jesus. (Foto: Vitor Melo)

O elogiadíssimo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo França e Cintya Santos, passou muito bem vestido, com a mais bonita fantasia até então. Um pequeno deslize fez Cintya enrola o pavilhão em frente ao setor 3, o que a deixou insegura. Apesar do contratempo, os dois mostraram o porquê são dignos da fama que têm como talentos da dança. 

Problemas com o abre-alas na entrada da Avenida acabaram ocasionando buracos ao longo da escola, que viu sua evolução comprometida por algumas vezes ao longo do cortejo. O primeiro carro passou correndo em frente ao primeiro módulo de jurados. 

O destaque do conjunto alegórico ficou justamente por conta da beleza do primeiro carro. As duas alegorias subsequentes deixaram a desejar no acabamento, mas trouxeram elementos interessantes. O enredo poderia ter sido melhor desenvolvido, já que não deixou um arco definido e passou batido por figuras interessantes que envolvem a história da baiana. O conjunto de fantasias era simples mas honestos e, como não poderiam deixar de ser, as duas alas de baianas impressionaram pelo bom gosto. 
A primeira alegoria trouxe Jorge Caribé, carnavalesco da Inocentes de Belford Roxo e também pai de santo, com suas filhas de santo, onde se representava um terreiro. (Foto: Vitor Melo)

A bateria do experiente – e carismático – mestre Pablo, que estava fantasiado de Preto Velho, auxiliou a harmonia da escola, que foi um dos destaques logo no início do desfile. O samba entoado por Pitty de Menezes empolgou os componentes e manteve o bom rendimento durante toda a apresentação.

Com um grande desfile, a Porto da Pedra fez jus à sua fama de uma grande escola de samba.
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