terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

#Carnaval2020 - Vila Isabel: com tema frágil mas muito opulenta, escola se credencia à briga


Por Redação Carnavalize

Segunda escola do último  dia de desfiles do grupo especial, a Unidos de Vila Isabel entra na avenida com o enredo “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil”, em comemoração aos 60 anos de Brasília a proposta é contar em uma narrativa lendária a história do Brasil valorizando o povo brasileiro que construiu a cidade com suas mãos e suor.                                             

A comissão de frente mais um ano comandada pelo experiente e premiado coreógrafo Patrick Carvalho trouxe bailarinos interpretando indígenas que se transformavam em onças ao longo da apresentação, tecnicamente bem executada mostrou domínio do coreógrafo sob seus bailarinos.      Pelo quarto ano juntos, Raphael e Denadir formaram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel. A dupla  buscou inspirar-se nos grandes espetáculos de dança, se apresentaram bem, porém a pista molhada e pequenos problemas de sincronia deixaram a apresentação abaixo do esperado.                                                     

O apuro estético foi o grande destaque do desfile da Vila Isabel. (Foto: Felipe Tinoco)
Esteticamente, a escola seguiu com a opulência vista em 2019, destaque para o abre alas que chamou a atenção sendo composto por três chassis. O conjunto de fantasias de muito bom gosto, mas o conjunto alegórico passou por alguns altos e baixos ao longo do desfile.                                           Ponto alto do carnaval passado a bateria regida pelo mestre Macaco Branco mais uma vez garantiu a Swingueira de Noel como destaque.
Detalhes do carro que trouxe o símbolo da escola. (Foto: Felipe Tinoco)

Apesar da narrativa frágil, o bom encadeamento do enredo, passeando pelas regiões brasileiras até chegar a construção de Brasília, garantiu um bom entendimento. Frisa-se, porém, que Brasília não era o enredo em si, como anunciado em um primeiro momento, mas uma fábula poética sobre o Brasil, em tom menos politizado.           
               
Com sua opulência, trabalho de chão impecável, a boa atuação do intérprete Tinga que segurou muito bem o samba, espera-se que a comunidade do Morro dos Macacos seja muito bem avaliada pelo júri garantindo uma boa colocação na quarta-feira de cinzas.
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