Selo literário





O projeto multi-plataforma Carnavalize atua resgatando a história do carnaval e das escolas de samba, através das redes sociais, exposições e, agora também, livros. A parceria com a Rico Editora resultou no primeiro selo do país dedicado exclusivamente a nossa maior festa. Entre teses e dissertações acadêmicas, nosso objetivo é abranger diversas formas de pensar a cultura popular e as várias formas de carnavais pelo Brasil. Valorizando sempre a cultura nacional.


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O Selo Carnavalize está atrás de obras que envolvam o carnaval e suas múltiplas facetas, das escolas de sambas (no Rio, em Sampa ou qualquer lugar pelo Brasil) aos trios elétricos, passando por frevos e blocos. Publicamos tantos monografias, dissertações e teses como obras em formatos não acadêmico: romances, antologias e o que tenha a folia como plano de fundo é bem-vindo.

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Foliões vestidos para brilhar, os destaques estão entre os mais vistos (e às vezes menos pesquisados) segmentos que as escolas de samba abrigam em seu corpo social. Desfilantes que investem vultosas quantias para brilharem sobre o alto das alegorias, representando geralmente os personagens centrais do enredo apresentado na Avenida. Assim, tornam-se também porta-vozes de uma face da história da folia carnavalesca.

Fruto de uma profunda pesquisa do autor para a dissertação de mestrado em Artes, este livro busca criar uma trajetória bordada de brilhos e sonhos, tensões e triunfos, ocasos e glórias, investigando a fixação desses componentes no imaginário popular e o papel que representam dentro das agremiações.
Mergulhe no exuberante universo do Carnaval com essas companhias luxuosas por meio de um texto leve, mas sem deixar de lado o rigor das palavras e dos conceitos. Passeie por toda a história da folia através de personagens marcantes, chegando em uma apoteose que traz reflexões sobre as novas tendências para esse segmento, que a cada folia veste-se de divindades, rainhas e reis para brilhar em efêmeros minutos na Avenida . São componentes que, vestidos para brilhar, iluminam com luxo e beleza o maior espetáculo da Terra.





Dos relatos dos primeiros cronistas que aportaram em nossas praias ao caleidoscópio tropicalista: “A antropofagia de Rosa Magalhães” é um estudo que passa em revista a história brasileira e questiona, sob a capa do Carnaval, as múltiplas facetas da nossa identidade. A partir da narrativa desenvolvida pela carnavalesca Rosa Magalhães para o desfile de 2002 da Imperatriz Leopoldinense, “Goitacazes… Tupi or not Tupi, in a South American Way!”, Leonardo Bora mergulha num caldeirão de fontes literárias, temperando a sopa com informações curiosas sobre os bastidores de uma polêmica apresentação de escola de samba.

O enredo, que teve como fio condutor a ideia de antropofagia em seus múltiplos significados, é devorado pelo autor, que investiga a relação do trabalho da carnavalesca com os movimentos artísticos que ajudaram a construir o que se entende por “brasilidade”. Entre romantismos, modernismos e tropicalismos, mergulhe nas narrativas que Rosa Magalhães desenvolveu nos seus onze primeiros carnavais à frente da Imperatriz Leopoldinense, enredos que, na visão brilhante e atenta de Leonardo, constituem um sistema simbólico e artístico fascinante: a síntese antropofágica de uma das maiores artistas brasileiras dos últimos tempos.

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Na rufar dos tambores, o samba surgiu em terras brasileiras marcado pela herança de tantas diásporas. As escolas de samba são símbolo máximo do renascimento dos povos que aqui aportaram, não fruto de uma mestiçagem cordial, mas de relações de apagamentos e re-existências. Investigando o racismo estrutural, que forma nosso país e a luta do Movimento Racial, em contato com a importância da educação para a formação da nossa gente, Emerson Porto Ferreira revê a história da folia paulistana nas contradições que a forma. Revisitando, assim, a história de uma escola de samba com atuação pioneira nas temáticas afro-brasileiras.

Trata-se de um mergulho na busca dos saberes ancestrais que constituem a Nenê de Vila Matilde. Ao traçar a trajetória desta agremiação, fundada por uma das grandes personalidades da cultura de São Paulo, o Seu Nenê, se cruzam temas vitais na luta contra o racismo. Se fazendo mais afro-brasileiro que nunca, o samba-enredo ainda é visto como importante instrumento na educação escolar. É assim que Raça, Carnaval e Educação constituem as palavras-chaves para essa pesquisa, que já nasce preenchendo uma importante lacuna da história da nossa cultura popular.

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Mesmo sendo a maior campeã do carnaval nas últimas décadas, a Beija-Flor de Nilópolis carrega o fardo de suas escolhas na década de 1970, período em que a agremiação realizou uma sequência de desfiles que apoiaram o regime civil-militar então vigente. Entre 1973 e 1975, após o chamado milagre brasileiro, os temas ufanistas versaram sobre a educação, o futuro do país e comemoram os dez primeiros anos do regime. Essa relação adesista fez com que a imprensa e a intelectualidade taxasse a agremiação com o estigma de "Unidos da Arena". Apesar de muito repercutido, pouco se estudou sobre o período. Quais seriam as reais motivações desses desfiles? Houve uma influência direta dos militares na escola?

São essas algumas perguntas respondidas nessa pesquisa, a qual considerou tanto reportagens da época, como a análise da construção desses enredos, por meio dos sambas de enredos, alegorias e fantasias apresentadas pela Beija-Flor nessas apresentações. São esses os materiais de pesquisa que constituem um importante registro da história carnavalesca, mostrando uma das faces mais duras das relações de negociação que as escolas de samba tiveram ao longo de sua história.

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A presente narrativa se dá em forma de encruzilhada. Em um caminho, a complexa construção de uma mulher negra que virou mito da cultura nacional. Nele percorrem Xica da Silva, sua imagem, seus atravessamentos e suas aproximações com a cultura afro-brasileira, sobretudo na proximidade da personagem com a entidade pomba-gira. Na transversal, um desfile de escola de samba realizado em meio a fortes transformações da folia carioca. 

A convergência entre esses assuntos se dá pela incorporação da personagem Xica da Silva pela destaque Isabel Valença no desfile do GRES Acadêmicos do Salgueiro, durante o emblemático carnaval de 1963. O tecido dessa história, alinhavado por uma série de mudanças na linguagem das escolas de samba e seu processo de popularização na década de 1960, culminou na difusão de Xica como alegoria histórica, política e cultural brasileira. 

Mesclando narrativa ficcional e escrita acadêmica, o texto atravessa os campos da história da arte, cultura pop, carnaval, macumba e sacanagem. Um grande ebó dedicado às mulheres negras, ao carnaval e a um Salgueiro revolucionário.




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